Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/08/2018

Ao longo da história de toda a civilização passagens de exploração de crianças e adoscentes, como na Revolução Industrial, são registrados e esses sem, praticamente, nenhum direito assegurado. Todavia, hodiernamente, tal cenário mudou e leis e o Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil os protegem, porém mudanças ainda são necessárias no que tange ao acesso e a qualidade à educação e as discussões sobre a menor idade penal.

A priori, vale destacar o proferido por Paulo Freire, se a educaçção sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. Diante do exposto, é notório que a educação é a principal fonte de conhecimentos intelectuais, como todo e qualquer direito. No entanto, o que se observa em grande parte do país é uma grande evasão, visto que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), 1,3 milhões de jovens deixaram a escola. Tal cenário, faz com que mais indivíduos não recebam informações sobre seus direitos e se desviem para o crime.

Além disso, vale destacar que a assertiva de Vitor Hugo, quem abre uma escola fecha uma prisão, é totalmente coerente, uma vez que uma pesquisa realizada pela USP mostrou que a cada 1% de investimento em educação, 0,1% do indíce de criminalidade é reduzido. Sendo assim, evidencia-se que o coerente não são grandes discussões e investimentos sobre diminuir ou não a menor idade penal, mas atitudes como essa voltadas para como a educação pode reduzir a criminalidade.

Infere-se, portanto, que o Governo Federal em pareceria com o Ministério da Educação (MEC), devem desenvolver alternativas para solucionar o impasse. Faz-se necessário, primeiramente, o reconhecimento das áreas mais deficientes do Sistema de Educação, por meio de pesquisas nas Instituições. A posteriori, realizar investimentos e incentivos para que a evasão diminua e os jovens concluam os estudos na idade correta. Além, de apresentar por meio de palestras, cartilhas e em sala de aula seus direitos e deveres, para serem cidadões instruídos e de bem.