Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 03/09/2018

De acordo com a lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, “é direito de todo ser humano o acesso à educação básica”. Entretanto, na contemporaneidade, é notório que a sociedade brasileira desloca-se para o caminho contrário do que lhe é proposto, haja vista o aumento no índice de evasão escolar no Brasil. Nesse sentido, é necessário analisar dois aspectos que se fazem relevantes: a necessidade de ingresso precoce no mercado de trabalho e a falta de interesse dos próprios jovens.

É primordial ressaltar que o atual modelo econômico, o capitalismo, presente na realidade brasileira é uns dos principais fatores do ingresso precoce ao trabalho. Segundo Adam Smith, em sua obra ‘‘Riqueza das Nações’’, o capitalismo visa o consumo e o lucro a todo custo, criando, assim, uma supremacia ao consumo. Desse modo, por conseguinte, uma família que não possui um poder monetário suficiente para se manter, passará por necessidades, tangenciando, assim, a entrada do adolescente ao meio trabalhista antecipado intencionado a contribuir com as necessidades da casa,

fato que é evidenciado comumente nas ruas das capitais brasileiras.

Além isso, outro fator que corrobora com tal problemática, é o desinteresse dos jovens a seguir uma carreira de estudos. Isso decorre, majoritariamente, em razão da grade curricular que hoje é imposta aos alunos, com excesso de conteúdo e ausência de aulas diversificadas, criando, assim, uma sensação de desestímulo. Por conseguinte, tal fato é salientado com uma pesquisa realizada pela  Fundação Getúlio Vargas em que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos deixaram a escola por falta de interesse.

É evidente, portanto, que a evasão escolar é um problema na realidade brasileira e necessita de mudanças urgentemente. Em razão disso, o Poder Legislativo em consonância com o Ministério da Educação deve criar e colocar em vigor projetos fiscais e educativos que vise uma contribuição monetária de acordo com notas e avaliações dos alunos, especialmente aos adolescentes, a fim de criar estímulos ao estudos e erradicar a necessidade do ingresso ao mercado de trabalho precocemente. Ademais, cabe as escolas brasileiras utilizar-se da tecnologia que rodeia a sociedade hodierna, a fim de trazer diversificações para as aulas, criando, consequentemente , uma metodologia atraente e incentivadora, podendo, assim, entrar em concordância com o pedagogo Paulo Freire, onde é citado que a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo.