Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 19/08/2018
O que poderia ocasionar tamanha evasão escolar no Brasil? Um dos principais motivos seria a desigualdade social na qual, o indivíduo precisa colocar a escola em segundo plano, em razão de outras necessidades. Além disso, um sistema educacional engessado que, muitas vezes, não íntegra a individualidade do aluna à sala de aula, também para tal cenário.
Um levantamento do INEP junto ao MEC, mostrou uma evasão total de 11% dos alunos no ensino médio. Desses, 12,2% na rede estadual, sendo a maior taxa dentre as analisadas. Isso mostra o quão entrelaçada está a desigualdade ao problema. Pois, tais estatísticas estão intimamente relacionadas com a faixa etária do aluno, que na fase do ensino médio já pode trabalhar e contribuir com a subsistência da sua família. Essa necessidade prematura pode gerar incompatibilidade de horários, custos e atrapalhar o desempenho do jovem na escola. Tudo isso desestimula o aluno que se torna um frequente.
Ademais, o atual modelo educacional brasileiro limita o aluno com sua forma arcaica, o que agrava o processo de evasão. Assim como citado na música Another Brick in the Wall (Mais um tijolo no muro), da banda Pink Floyd, o sistema rígido e anacrônico fomenta o desinteresse do aluno. Além de encaixa-lo em um padrão que exclui sua individualidade não tendo estrutura para atender outras necessidades e potenciais. Também falta uma análise, na qual a comunidade em que a escola está inserida é avaliada e suas deficiências e carências são levadas em consideração. Desse modo, a instituição saberia ajudar o aluno de acordo com as suas prioridades.
Com isso, é necessária uma reavaliação do processo educacional brasileiro. Formular medidas que conectem os alunos à escola por meio de processos pedagógicos adequados ao mundo contemporâneo, deve ser uma meta do MEC. Campanhas socioeducativas e um modelo de ensino que ajude aquele indivíduo de acordo com suas necessidades, também devem integrar esse projeto. Que de certo modo, se encaixa como um nivelador socioeconômico. Além disso, é fundamental a inclusão de cursos profissionalizantes a grade do ensino médio com apoio de empresas que possam ajudar esses jovens a entrar no mercado de trabalho. Com incentivo e estrutura a educação chegará a todos como uma ferramenta social.