Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/08/2018

É preciso educar as crianças para que futuramente não seja necessário castigar os adultos. Fazendo analogia a frase de Pitágoras é nítido a compreensão das dificuldades a que a evasão escolar pode proporcionar, mesmo sendo praticado desde séculos passados ainda possui bastante intensidade hodiernamente, deixando a população brasileira a mercê das implicações a que isso nos acomete. Nesse sentido, convém analisarmos esse cenário problemático em nosso país.

Em primeira análise, com advento do século XIX o Brasil passava por uma crise que acabou obrigando diversas pessoas, inclusive jovens ao abandono escolar na expectativa de ajudar os pais financeiramente. Por sua vez, atualmente, essa é uma das principais causas que levam ao abandono escolar, o trabalho, pois por possuírem uma economia baixa e precária acabam por optar pelo afastamento escolar e a aproximação de um emprego. De acordo com uma pesquisa feita pela UFRGS, identificou que 24% dos estudantes deixam a escola por causa de trabalho, uma infeliz realidade. É válido ressaltar que a maioria dessas pessoas sujeitas a evasão escolar são sempre pessoas da classe baixa, e é lamentável saber que crianças/adolescentes desistem de um futuro promissor pela sua sobrevivência, sendo vítimas da pobreza e da desorganização da regência.

Outro aspecto a ser abordado, é a questão dos transportes públicos que se encontram indisponíveis em regiões mais afastadas, logo, os estudantes que moram em zonas rurais ou qualquer outro lugar que seja um pouco distante da escola acaba sendo prejudicado, pois não comparecem e por não haver mudanças, alguns alunos até desistem, sendo elas mais uma vítima da desigualdade social. Com base em uma pesquisa feita pela Seed a taxa de evasão escolar na região Norte é superior à média nacional. É inadmissível que o Estado como provedor do bem estar social, acaba por ter participação da desistência da maioria desses estudantes, pois não oferecem um sistema de transporte público adequado a população.

Desse modo, para que futuramente não seja preciso nenhum tipo de castigo aos adultos, há de ocorrer mudanças para que as crianças sigam a educação sem nenhum tipo de interrupção, e para isso, cabe ao Governo criar um sistema rígido de monitoriamento da frequência desses alunos em sala de aula, por meio do Ministério da Educação com a fiscalização nas casas desses jovens que apresentam grande número de faltas, com o intuito de descobrir o motivo de sua ausência e buscar meios mais eficazes de resolver o problema. Espera-se, com isso, a descontrução de um país na qual a educação não é valorizada e a construção de um país com um futuro altamente promissor.