Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/10/2018

No Brasil contemporâneo, a evasão escolar se consolidou como um dos problemas mais graves que afeta o país, o que é bastante preocupante, porque a educação é a principal ferramenta para se construir uma nação democrática. Isso se deve, sobretudo, à necessidade dos jovens de ingressarem no mundo do trabalho e à falta de escolas próximas aos estudantes. Logo, há a necessidade de ações do Estado e da sociedade civil, visando ao enfrentamento desse problema.

Nesse contexto, é importante pontuar, de início, que muitos alunos, ao completarem certa idade, começam a se sentirem na obrigação de trabalhar, o que é muito comum em famílias carentes. Dessa forma, a conciliação do trabalho com a atividade escolar se torna bastante difícil, fazendo que o jovem tenha de preferir o emprego aos estudos, o qual, devido à vulnerabilidade financeira, torna-se indispensável. Tal fato é extremamente prejudicial à sociedade e, principalmente, ao indivíduo, que, com pouca qualificação, será obrigado a submeter-se a tarefas degradantes física ou mentalmente.

Com efeito, é substantivo destacar, ainda, que muitos jovens não têm escolas perto de suas casas, bem como falta transporte para levá-los aos colégios distantes. Dessa maneira, muitas crianças e jovens ficam impossibilitados de frequentar essas instituições, demonstrando a inércia do Estado frente a essa problemática. Devido a isso, muitas pessoas, por não terem recebido educação adequada, ficam às margens da sociedade.

Portanto, é mister que o Estado, por meio do Ministério da Educação(MEC), crie escolas em todas as localidades onde há falta, com o fito de que todos os cidadãos tenham colégio próximos, diminuindo, assim, o problema abordado. Às famílias, dentro dos lares, cabe o incentivo aos jovens no tocante à permanência nas escolas, a fim de mudar o comportamento de muitos estudantes que abandonam as atividades escolares. Outrossim, é importante que as escolas, por intermédio de políticas governamentais, deem benefícios financeiros aos alunos de baixa renda, objetivando que eles não sejam seduzidos pelo mercado de trabalho.