Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/10/2018
Durante a Revolução Industrial, devido às péssimas condições de vida, crianças trabalhavam em fábricas para contribuir com a renda familiar, portanto, não frequentavam a escola. Todavia, hodiernamente, mesmo com o acesso à educação garantido pelo governo, muitos jovens e crianças abandonam a escola, caracterizando a evasão escolar. Desse modo, é necessário reavaliar e debater os motivos que abordam essa temática.
Em primeiro lugar, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola é a base para a formação cidadã. No entanto, devido às desigualdades sociais e à falta de recursos locomotivos, muitos jovens e crianças ainda abandonam as escolas para trabalhar e ajudar na renda familiar. Sendo assim, segundo reportagem do Jornal Nacional, a taxa de evasão escolar é maior na zona rural devido à má infraestrutura e à falta de transporte escolar. Assim, percebe-se que esses fatores também afeta os alunos.
Em segunda análise, é inegável que grande parte dos alunos abandonam a escola por motivos banais, como achar que não conseguem aprender ou que escola é entediante. Contudo, segundo reportagem da BBC, a evasão escolar gera ao tráfico de drogas a oportunidade de recrutar esses jovens para atuar em grupos armados e agirem com violência. Dado o exposto, evidencia-se o grande risco que esses alunos podem enfrentar posteriormente.
Dessarte, medidas devem ser tomadas para intervir no impasse. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com os professores, estimularem os alunos a se manterem na escola, por meio de plantões de dúvidas e atividades lúdicas, tendo como propósito mostrar o aluno a sua capacidade escolar, e ao mesmo tempo, tornar a escola um lugar atrativo. Do mesmo modo, cabe ao Governo melhorar a infraestrutura de escolas rurais, por meio de reformas e ampliação das rotas escolares, tendo como finalidade, levar a educação à todos os lugares.