Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/10/2018
Estudar ou não: eis a questão
No contexto da Primeira Revolução Industrial, as crianças trabalhavam nas fábricas com salários menores e de alta periculosidade. Atualmente, o trabalho de menores é considerado crime de exploração infantil, uma vez que é direito Constitucional de toda criança ter acesso à escola. No entanto, a evasão escolar é um problema que cresce devido à mínima atuação da escola e da família.
O Estatuto da Criança e do Adolescente tornou obrigatório o acesso à educação. Por isso, programas do governo como o Bolsa Família tem como requisito obrigatório a matrícula dos jovens na escola. No entanto, segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- cerca de 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos deixaram a escola no período de 2004 e 2014. Em consequência disso, nota-se o aumento da informalidade, pois muitos jovens abandonam o estudo para trabalhar mesmo que precariamente.
A escola tem a função de socializar, educar e proteger os estudantes. Dessa forma, é indubitável que a diretoria deve atentar-se com os jovens que se ausentam com frequência a fim de impedir uma possível evasão. Dentre as principais causas do abandono escolar estão: gravidez na adolescência, transtornos mentais como a depressão, necessidades financeiras, a falta de transporte e o bullying. Portanto, a parceria da instituição educacional com a família é muito importante para a formação dos jovens.
Diante dos fatos citados, faz-se necessário mitigar a evasão escolar brasileira. Para isso, cabe ao Estatuto da Criança e do Adolescente juntamente com os assistentes sociais, garantir o direito de estudo dos jovens por meio de fiscalizações nas escolas e visitas domiciliares que conscientize os responsáveis e ajude-os em caso de vulnerabilidade. Ademais, a escola pode promover palestras que incentivam a aprendizagem e debata os riscos da evasão.