Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/10/2018

O romancista Stefan Zweig mudou-se para o Brasil em meados do século passado, fugido do nazismo vigente na Europa. Maravilhado com seu novo lar, redigiu um livro cujo título é até hoje repetido:‘‘Brasil, país do futuro’’. Todavia, ao observar-se a quantidade de jovens fora das escolas na sociedade hodierna, nota-se que sua ideologia não concretizou-se, e que há diversos entraves para solucionar-se a problemática em questão.

Mormente, evidencia-se que não ocorre o proposto pelo artigo 205 da Constituição de 1988, especificamente o trecho que assegura a educação como direito de todos e dever do Estado e da família. Sob tal ótica, é indubitável que esse cenário desencadeie severas consequências, como o aumento do número de desempregados, devido a falta de conhecimentos, além da contribuição indireta para a alta nos índices de violência, levando-se em consideração que parte desses sem formação educacional, pela dificuldade em se obter um emprego, acabam por encontrar a criminalidade como solução de seus problemas financeiros.

De outra parte, constata-se que um dos principais fatores responsáveis pelo quadro atual, está ligado às dificuldades encontradas por milhares de estudantes para se locomoverem até os colégios, devido a ineficiência de grande parte dos transportes escolares públicos. Outrossim, o fato de muitos adolescentes precisarem ajudar suas famílias à sustentar o lar, devido às más condições financeiras , contribui para essa lamentável situação.

Diante disso, cabe ao Ministério da Educação liberar uma quantidade suficiente de transporte escolar, a fim de atender toda a demanda de estudantes, além de aumentar as fiscalizações nos mesmos, com objetivo de garantir seu bom estado. Ademais, o Ministério da Justiça deve elaborar projetos que busquem ajudar financeiramente as famílias carentes, possibilitando ao jovem a oportunidade de se manter na escola. Após tais medidas, a ideologia de Zweig poderá concretizar-se em um futuro próximo.