Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 06/10/2018
Êxodo educacional
É indubitável que a educação torna-se imprescindível em qualquer sociedade ou país. Apesar disso, o Brasil tem enfrentado o impasse da evasão escolar, uma realidade que transmite certo retrocesso no que tange ao direito básico de todo cidadão. Nessa conjuntura, há dois aspectos que não podem ser negligenciados, como a desvalorização escolar atrelada a menor perspectiva profissional.
Em primeira análise, cabe pontuar que a valorização da escola é importante, principalmente, num contexto de humanização entre instituição educacional e família. Conforme afirmou o sociólogo Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, percebe-se que o sistema educacional deve ser orientado a acompanhar o aluno em sala de aula, como também fora, com o intuito de auxiliar na superação de suas dificuldades, pois segundo o sociólogo, para ter uma sociedade imbuída em transformação é fundamental investir nesse âmbito.
Outro ponto relevante é a inferiorização da perspectiva profissional o que gera desigualdades sociais, já que alguns discentes, em sua maioria jovens, decidem abandonar os estudos em busca de emprego. Nessa perspectiva, nota-se que a instituição acadêmica deve ser a propulsora na orientação e incentivo na questão profissionalizante, ao apresentar novas metodologias de ensino e recursos, além disso é dever do Estado garantir que a educação seja para todos os cidadãos. Diante disso, vê-se que a evasão escolar configura-se como problema de ordem social e econômico, por isso o dever estatal não pode ser omitido.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para atenuar essa problemática. É essencial que o Ministério da Educação, junto às Secretarias Estaduais, atuem de forma a inentivar e capacitar o corpo docente para atender os alunos e os auxiliar na escola de forma progressiva, a fim de haver tal humanização. Ademais, torna-se imperioso a ação dos professores para incentivar por meio de palestras e mini-cursos nas escolas, os alunos à qualificação profissional, para que possam ter melhor discernimento sobre o assunto e não desistam de estudar.