Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 08/10/2018
Desde o período das oligarquias, observa-se no Brasil diferença no acesso da educação, a burguesia enviava seus filhos para estudarem na Europa e o restante da população necessitava colocar seus filhos para trabalharem. Hodiernamente, depreende-se que a persistência de alunos abandonarem o âmbito escolar tem se tornado um problema a ser enfrentado pelas autoridades competentes. Nesse sentido, convém analisar as principais raízes históricas dessa problemática na sociedade.
Em primeira análise, é importante enfatizar a relevância a necessidade de trabalhar como um dos fatores para o agravamento do impasse, visto que muitas pessoas não apresentam condições financeiras para realizar as tarefas básicas, como compra de mantimentos e despesas. Comprova-se a isso, uma notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo, a qual revela 11% dos alunos optam por buscar uma vida melhor com trabalho a que concluir a formação escolar. A esse respeito, inaceitável o alarmante número de jovens que são prejudicadas no processo de aprendizagem, enquanto poderiam auxiliar no crescimento do país com um conhecimento mais amplo.
Além disso, é fundamental salientar falta de investimento governamental como impulsionador do problema, uma vez que não há um planejamento adequado para englobar as classes mais desamparadas com educação de excelência. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 assegura a todos educação e bem-estar social. Prova disso é que formação educacional, muitas vezes, apresenta-se como inexistente no ensino escolar para grande parcela da sociedade. Sob esse aspecto, inadmissível que, em um país com umas das maiores taxas tributação do mundo, ainda não haja educação de qualidade plena para todos.
Fica claro, portanto, para que os direitos garantidos pela Constituição brasileira sejam assegurados na sociedade, são necessárias medidas no sentido de atenuar o impasse. Nesse víeis, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de políticas educacionais com o auxílio de professores especializados, devem elaborar um programa de ensino com novas metodologias e materiais pedagógicos que incentivem os estudantes a encarar o ambiente escolar como algo prazeroso, no sentido de que haja no futuro um país mais consciente.