Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 09/10/2018
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1945 pela ONU - todo cidadão tem o direito inalienável à educação e ao bem-estar social. No entanto, hodiernamente no Brasil, observa-se que esse direito é vilipendiado à uma expressiva parcela da população, influindo diretamente na evasão escolar. Nesse sentido, é necessário um estudo sobre a problemática e alternativas para combatê-la.
Em primeira análise, evidencia-se que conforme a lógica opressora do modelo capitalista vigente, muitos jovens não conseguem terminar a escola devido a insuficiência de renda e à necessidade de ajudar os familiares com o sustento financeiro da casa. Desse modo, a evasão escolar ocorre predominantemente em indivíduos com baixa renda, ocasionando uma espécie de “apartheid educacional”, no qual somente indivíduos com uma boa situação financeira conseguem ter integral a acesso à educação.
Em segunda análise, nota-se a negligência governamental no que se refere ao setor educacional do país. Conforme retratado no documentário brasileiro “Carregadores de Sonhos”, em áreas mais interioranas do Brasil é comum os professores, assim como os estudantes terem que se deslocar milhares de quilômetros diariamente para chegar nas escolas mais próximas de sua região. Além disso, há uma grande precariedade nas instalações estruturais destas e até ocasional falta de alimentos e merendas infantis. Tais fatores desestimulam, impedem e influem diretamente no abandono escolar.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para que o direito à educação seja assegurado de forma plena a todos da nação. Sendo assim, é imperativo que o Governo Federal dedique parte expressiva das verbas arrecadadas pelo Estado para investir no setor educacional, no sentido de realizar a criação de mais escolas nas áreas onde o serviço é escasso, além de efetuar a manutenção das instalações educacionais preexistentes. Ademais, uma boa opção paliativa seria a criação de bolsas de auxílio financeiro para aqueles que não possuem capacidade de atender as escolas. Desse modo, o abismo educacional brasileiro seria atenuado e oportunidades mais igualitárias estariam ao alcance de todos os brasileiros.