Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 10/10/2018
Segundo Émile Durkheim, a interdependência social é como a solidariedade orgânica, na qual a unidade não é posta em causa já que o organismo deve trabalhar em conjunto para o bem do todo. Por analogia, a evasão escolar tolhe a plena vitalidade do corpo social brasileiro. Nesse viés, dois pontos não podem ser negligenciados: interesse e maternidade.
Em primeiro lugar, a desatenção estatal quanto à abordagem pedagógica nos colégios, é uma das causas do alto índice de abandono escolar. conforme o jornal O Globo, não há um esclarecimento por parte das instituições de ensino sobre a importância da educação, tanto para a vida pessoal quanto para o ingresso no mercado de trabalho. Desse modo, muitos estudantes não veem sentido para frequentarem as aulas.
Em segundo lugar, o imperativo categórico de Immanuel Kant afirma que os indivíduos devem agir de forma que suas ações possam ser leis universais. Entretanto, a forma que o governo lida com a maternidade na adolescência não condiz com a máxima kantiana. Visto que, a falta de estabelecimentos que ministram ensino e cuidado para crianças de até três anos, é um empecilho para muitas moças que almejam estudar mas não tem condições financeiras para deixar seus filhos pequenos sob cuidado de um profissional.
É imprescindível, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com figuras de influência midiática, promova propagandas nas redes sociais, dite palestras nos colégios e introduza, como uma das funções dos educadores em sala de aula, a explanação da importância do aprendizado.
Essa atitude conscientizará a população e reduzirá a taxa de evasão estudantil. Além disso, é preciso que este mesmo órgão público, amplie o número de creches no Brasil, a fim de prover atendimento a todas as jovens mães, isso servirá como um amparo para que elas continuem estudando. Por meios dessas providências, haverá um fomento da educação no Brasil, e assim, maior desenvolvimento e coesão social para a estrutura do país.