Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/10/2018
A Constituição Federal, disponível no site da Presidência da República, assegura o acesso à educação. Contudo, ao observar a evasão escolar no Brasil, nota-se que esse direito não é efetivado na prática. Com efeito, a problemática compromete o bem-estar da sociedade, seja por inoperância estatal, seja por quesito financeiro.
Convém ressaltar, a princípio, que a inoperância estatal desencadeia a evasão escolar no Brasil. De acordo com o imperativo hipotético do filósofo Immanuel Kant, a ética individual é desenvolvida “a posteriori”, ou seja, a partir de um objetivo. No entanto, a conjuntura vigente mostra que os alunos assumem uma posição passiva e não têm interesse intelectual, pois o fomento à cultura e didática não é suficiente para estimular os jovens. Como já pontuava Kant, o descaso com essa parcela resulta em escolas cada vez mais desequilibradas.
Além disso, o quesito financeiro também subsidia o panorama. Conforme o sociólogo Karl Marx, os elementos de uma sociedade são regrados por uma infraestrutura, que representa a economia do país. Nesse ínterim, muitos estudantes se submetem ao trabalho durante a adolescência com o viés de otimizar a renda familiar, já que o capital é a base e fundamento de todas as instituições, como assinalou a guisa de Marx. Dessa forma, a priorização do emprego distancia os jovens do conhecimento e infringe um direito previsto na Carta Magna de 1988: a educação.
Impende, portanto, que a Constituição Federal seja efetivada na prática. Faz-se necessário que o Ministério da Educação fomente a cultura e didática, por meio de visitas gratuitas aos laboratórios de universidades públicas e palestras acadêmicas que utilizem recursos inovadores, como jogos, para estimular os alunos. Ademais, cabe a Prefeitura conceder auxílios aos estudantes de renda per capita muito baixa, por intermédio de um crédito financeiro suficiente para assegurar a permanência do estudo no cotidiano do jovem. Somente assim a ética de Immanuel Kant será a infraestrutura de Karl Marx e o êxodo escolar será atenuado no país.