Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/10/2018
A frase de Gustave Flaubert, escritor frânces, “A vida deve ser uma constante educação’’, expressa a importância da educação para o indivíduo. Entretanto, no cenário brasileiro o ensino nas escolas encontra-se afetado, uma vez que a evasão escolar é uma realidade no território nacional. Logo, a fim de compreender o problema e alcançar melhorias, é válido analisar a infraestrutura dos colégios e a desigualdade de renda como fatores que influenciam nessa problemática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o artigo 205 da Constituição Federal, estabelece que é dever do Estado e da família garantir uma educação de qualidade. Contudo, observa-se um distanciamento desse ideal na contemporaneidade. Isso ocorre, visto que a ausência de escolas próximas as áreas rurais e das periferias urbanas materializa-se na falta de acessibilidade ao estudo por essa parcela da sociedade, além disso a péssima estrutura dos colégios, como a falta de laboratórios e bibliotecas, são fatores que desestimulam a continuidade dos estudos por parte dos alunos. Para ilustrar, segundo o PNE,apenas 5% das escolas públicas possuem infraestrutura básica para o processo de aprendizagem. Consequentemente, os índices de evasão escolar no ensino médio chegam a 12%, de acordo com o Inep. Assim a persistência desse quadro é produto de um governo omisso e despreparado.
Em segundo plano, é fundamental pontuar que a extrema desigualdade social brasileira representa um entrave à diminuição dos casos de evasão escolar. Tal circunstância acontece, posto que muitas famílias brasileiras não podem oferecer ao jovem as mínimas condições de alimentação, vestuário ou higiene para frequentar a escola com dignidade. Ademais, a obrigação do trabalho precoce do aluno para complementar a renda familiar influencia na evasão escolar. A prova disso é uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a qual identificou que o motivo de 24% das evasões escolares é a necessidade de trabalhar. Dessa forma, nota-se uma contraposição com a frase de Aristóteles, na qual expressa que ‘‘A base da sociedade é a justiça’’, posto que o direito a uma educação de qualidade é negligenciado.
Nesse aspecto, cabe ao Ministério do Planejamento, mediante a formulação de um projeto nacional de educação, averiguar os locais onde o acesso a escola é deficitário e promover a construção de novas instituições educacionais, ademais o Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), deve melhorar a infraestrutura dos colégio já existentes, possibilitando a construção de laboratórias e bibliotecas e fornecendo equipamentos adequados, com propósito de fornecer educação para todos e diminuir os índices de evasão escolar. Por fim, é dever do governo, fornecer bolsas de auxílio a famílias de baixa renda, com intuito de viabilizar o estudo dos alunos.