Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2018
Tábata Amaral, uma jovem paulistana, superou as barreiras impostas pela sua realidade humilde e ingressou na renomada universidade de Harvard. Todavia, muitos não possuem essa mesma oportunidade. Isso porque, milhares são acometidos tanto por obstáculos externo, a título da pobreza, bem como por empecilhos internos, explicitado pelo preconceito. Nesse sentido, muitos indivíduos são marginalizados e por consequência ocorre a evasão escolar.
A priori, convém destacar o contexto social que influi substancialmente na vida juvenil brasileira. Segundo o ideal da escola literária do naturalismo, o determinismo, o homem é o produto de seu meio. Ou seja, indivíduos que contam com um ambiente favorável tem mais chances de oportunidades, ao passo que aqueles vivem em um local hostil são prejudicados ao alcançar seus objetivos. De maneira análoga, é o jovem que vive em regiões carentes e por isso são limitados por tais barreiras, como a ausência de transporte público, violência e falta de recursos financeiros que tolhem as possibilidades de permanência na escola e ingresso no ensino superior.
Ademais, o próprio estigma sofrido por muitos indivíduos acarretam em sua desistência escolar e por conseguinte negligência do coletivo. Ao discorrer sobre a Modernidade Líquida, Zygmunt Bauman afirma que presencia-se uma época puramente individualista. Isto é, onde as relações pessoais são líquidas e volúveis, indiferentes ao sofrimento de outrem. Sob essa perspectiva, é comum adolescentes por alguma ação, como a gravidez precoce, ou sua condição racial, serem discriminados e por isso abandonarem as instituições na tentativa de fugir dessa dura realidade.
Infere-se, portanto, que a evasão escolar em questão no Brasil é consternadora. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Poder Executivo oferte iniciativas de ensino profissionalizantes e oportunidades abrangentes, como cotas e promoções de ensino, para garantir o ingresso efetivo no meio acadêmico e permanência dos jovens na escola. Outrossim, é importante que o Ministério da Saúde conjuntamente com as instituições de ensino promova palestras e campanhas com profissionais da saúde para mitigar a gravidez na adolescência. Já a mídia, pode por meio de propagandas combater o preconceito intransigente a fim de instaurar o respeito. Sá assim, poderá verificar-se uma sociedade mais empática e quiçá, finalmente, com oportunidades igualitárias assim como a menina prodígio Tábata teve.