Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 29/10/2018

É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. O pensamento do filósofo prussiano do século XVIII, Immanuel Kant, representa, no contexto atual, a necessidade de enfrentar os obstáculos na educação brasileira a fim de minimizar a evasão escolar e garantir o progresso dos estudantes. Nesse sentido, convém analisar a principal causa e respectiva consequência desse impasse no país.

A princípio,evidencia-se que o abandono dos estudos é um problema de caráter multifatorial. Porém, a maior causa - e a que deve ser destacada - é simples: a desmotivação dos alunos devido a falta de flexibilidade das escolas. De acordo com uma pesquisa realizada em 2009 pela Fundação Getúlio Vargas, mais de 40% dos jovens abandonam os estudos por falta de interesse. Isso ocorre porque a educação brasileira não é humanizada, ou seja, não existe dinamicidade nos estilos de ensino-aprendizado e, dessa forma, os alunos que não se encaixam no sistema padrão de ensino e avaliação são alvos de reprovações cumulativas, o que gera impacto psicológico à medida que o jovem sente que é incapaz e que a escola não está adequada à sua realidade.

Por conseguinte, o abandono escolar intensifica a desigualdade social no Brasil. Sabe-se que a mão de obra altamente qualificada é prioridade desde a Terceira Revolução Industrial, portanto, a baixa qualificação do indivíduo - devido à falta de estudo - restringirá as oportunidades de emprego àqueles que oferecem salários reduzidos. Como efeito, a desuniformidade de classes permanece e a dependência de programas governamentais aumenta, o que interfere, negativamente, na economia do país, ao contrário da educação, que é investimento com retorno garantido.

Desse modo, deve-se resolver a problemática, para que o segredo do aperfeiçoamento dos estudantes e o consequente progresso da nação, seja elucidado. Para isso, o Poder Legislativo, por meio da elaboração de um projeto de lei, deve garantir que uma parcela dos gastos públicos destinados à educação, seja para a capacitação dos professores, através de treinamentos com psicólogos, à aplicação de diferentes metodologias nas salas de aula - como a Construtivista, por exemplo, na qual o professor age como um orientador que estimula a construção do conhecimento por cada aluno, dentro da sua especifidade. Espera-se com isso, diminuir a evasão escolar, pois quanto mais flexível for a escola, mais fácil é a adequação desta aos interesses e às motivações de seus alunos.