Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2018
Segundo o filósofo Immanuel Kant, é somente por meio da educação que o indivíduo alcançará a plenitude, isto é, a educação é o pilar essencial para qualquer cidadão. Nessa contexto, a Constituição Cidadã, promulgada em 1988, assegura que é direito de todos ter acesso à educação pois ela é necessária para que um cidadão tenha perspectiva. Todavia, embora seja um direito e que é assegurado pelo Estado, a evasão escolar é uma realidade frequente no Brasil dada a forma ultrapassada do sistema educacional que não incentiva o aluno, e sendo imprescindível combate-la por meio de reformas.
A priori, é necessário salientar que a principal causa da evasão escolar é o desinteresse que não somente advêm do próprio aluno, mas como também parte do próprio educador e do sistema, que não se comprometem em acompanhar as necessidades da educação, como por exemplo, a falta de inclusão tecnológica dentro das salas de aulas. Além disso, o sistema não se compromete em ensinar a real importância do aprendizado fora do contexto escolar, tornando a escola algo desinteressante. Nessa conjuntura, o filósofo e pedagogo Paulo Freire, afirma que não é possível ser gente senão por meio de práticas educativas que partem dos próprios educadores, e que devem ser trabalhadas a fim de promover a consciência do aluno como cidadão.
Outro fator existente é a inserção no mercado de trabalho cedo por jovens que são de baixa renda, isso porquê a família precisa do jovem trabalhando para manter a renda, já que de acordo com a Aprendizagem em Foco, a renda familiar dos jovens que abandonam a escola é de R$ 436. Isso ressalta que, além do aluno não possuir incentivo do próprio sistema e dentro do contexto escolar, fora desse ambiente e sendo de baixa renda, o incentivo é menor ainda. Entretanto, essa rápida inserção pode ser contraditória, uma vez que, ao abandonar a escola em prol do trabalho, mais tarde o indivíduo não possuirá competência necessárias para um trabalho digno.
Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. Cabe ao Ministério da Educação promover uma reforma no sistema educacional, por meio da alteração do currículo do ensino fundamental e médio que visem incentivar e ressaltar para o aluno, a real importância de concluir toda educação básica e média, por intermédio de educadores que devem ser orientados a dar atenção para alunos que apresentam dificuldades nas disciplinas para que esses não percam o interesse. Ademais, cabe ao corpo pedagógico escolar, organizar reuniões bimestrais para orientar a família sobre os benefícios do jovem priorizar a conclusão da escola em contramão ao mercado de trabalho, para que assim, as chances do adolescente se inserir em um mercado de trabalho digno seja maior.