Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2018

Logo após o nascimento da sociedade, entre os Rios Tigre e Eufrates, em 4000 ac., a escrita foi criada pelos sumérios. A escrita era feita em tábuas e placas de barro o que possibilitava a passagem de conhecimento através dos tempos. Contudo, hodiernamente, a passagem deste conhecimento está sendo debilitada devido ao abandono escolar por parte dos jovens. Nesse contexto, não há dúvidas que os principais agentes para a evasão escolar é a condição financeira que obriga o estudante a trabalhar e a mobilidade urbana.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de adolescentes que abandonaram o ambiente escolar, nos últimos anos, passa de 624 mil. Isso ocorre porque a maioria destes jovens são obrigados a deixarem a escola para trabalhar e ajudar a família financeiramente. Percebe-se assim, a precariedade do sistema, que se contradiz ao proclamar que todos a partir de 4 anos devem frequentar a escola e não proporcionar as condições apropriadas para a concretização desta lei.

Outrossim, é necessário analisar, também, que a falta de transporte público escolar se configura como um grande problema. Desse modo,  devido a este impasse, uma grande quantidade de estudantes é prejudicada, pois os pais não tem meios ou tempo para levá-los e buscá-los da escola. Fazendo assim, com que a evasão se concretize e tire oportunidades das crianças e adolescentes brasileiros.

Portanto, é indubitável,  a necessidade de atenuar esta problemática. Cabe ao ministério da educação, por meio de um plebiscito, a revitalização do Bolsa Escola, que voltará renovado e regulado para não haver fraude. Dessa forma, beneficiará o estudante com dinheiro para que ele possa exercer o direito de estudar sem preocupação. É preciso, também, a implementação de veículos e motoristas a frota escolar para garantir a mobilidade. Enfim, tornando o Brasil uma nação que garanta a passagem de conhecimento como os sumérios há 6 mil anos.