Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/11/2018

É indiscutível que a Constituição Cidadã de 1988, assegura o direito à educação, através das instituições de ensino. Todavia, pesquisas recentes do Inep, mostram que 62% dos jovens, entre 15 e 17 anos, estão fora das escolas. Há de se considerar então, os fatores que motivam esses indivíduos a alcançar essa trágica realidade no país. Certamente, a falta de estrutura familiar, além da despretensão para um futuro melhor, são significativos.

Desde a colonização brasileira, a escolarização não era incentivada, tampouco para os indígenas, e posteriormente, aos escravos, já que os mesmos deveriam focar em suas tarefas. Mais adiante, surgiram alguns estudiosos; porém, estes careciam de recursos financeiros, o que a grande maioria não possuía. Analogamente, essa inversão de prioridades ainda ocorre com as classes mais baixas, principalmente no meio rural e nos interiores, pois estas precisam garantir o sustento familiar.

Porventura, outro pretexto bem expressivo é a falta de interesse dos alunos, muitas vezes, ocasionado pela entediante didática, somada às péssimas condições estruturais do âmbito escolar. Isso provoca uma nova geração denominada de “Nem-Nem”, onde estes jovens não estudam ou trabalham, mostrando assim, um grande tempo ocioso e uma ausência de empenho para melhorar socioeconomicamente.

Destarte, são necessárias mudanças para que em tal conjuntura, haja um progresso. Portanto, o MEC em parceria com as escolas públicas e o Governo Federal, deve discutir acerca de novas medidas dinâmicas para incentivar a permanência dos alunos, assim como realizar investimentos na infraestrutura pública e em seus educadores; pois assim, os estudantes chegarão ao mercado de trabalho com a qualificação necessária. Ademais, em relação ao programa já existente, Encceja, o Inep precisa fazer campanhas midiáticas eficientes que causem um impacto, trazendo esses jovens de volta aos estudos, pois, como afirmado por Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.