Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/11/2018
Durante o processo de Revolução Industrial da Inglaterra, as famílias, por causa dos baixos salários, eram obrigadas a mandar suas crianças para as fábricas desde jovens, chegando a trabalhar mais de 12 horas por dia e nunca conhecendo o âmbito escolar. Entretanto, na sociedade brasileira, os jovens chegam a ingressar na área estudantil, porém, muitos deles, são obrigados a deixá-la antes de conseguirem concluir os estudos, problemas que precisa ser combatido.
Aristóteles -renomado filósofo da antiguidade- afirma que a educação tem raízes amargas, mas o seus frutos são doces. Com base nesse pensamento, vê-se que a evasão escolar ocorre, majoritariamente, nas classes mais baixas, uma vez que pessoas com tal condição social sofrem hodiernamente com amargas dificuldades, como o dinheiro gasto na locomoção. Nesse viés, mesmo tendo noção do quão importante é a educação, o jovem tem que parar de estudar e ir trabalhar para conseguir a sua sobrevivência.
Outrossim, os jovens que deixam a escola antes ou durante o ensino médio não conseguem emprego qualificado em nenhuma área com o que foi aprendido durante sua vida acadêmica, uma vez que os estudantes não são familiarizados com nenhuma profissão de forma prática. Dessa maneira, a falta de cursos técnicos ,que conseguiriam fazer que os estudante obtenham bons empregos, é presente na sociedade brasileira, uma vez que com esses, os estudantes conseguiriam uma boa formação sem ter que passar pelo ensino superior, que é um desafio para aqueles que não tem condição e precisam ingressar logo no mercado de trabalho.
Portanto, é perceptível que medidas quanto a evasão escolar, no Brasil, devem ser tomadas. Primeiramente, é necessário que o Governo, por meio do Ministério do Trabalho, faça com que os estudantes que necessitam de uma renda extra possam trabalhar em uma carga horária reduzida que não afete a escola, fazendo com que eles consigam prosseguir na escola enquanto auxiliam suas famílias economicamente. Ademais, o Ministério da Educação, por meio de investimentos, deve fazer uma reforma no ensino médio das instituições públicas, adicionando aulas práticas e profissionalizantes aos estudos e, pois, conseguindo com que os alunos se insiram no mercado de trabalho mais rapidamente. Dessa forma, o país colheria os doces frutos que a educação pode prover.