Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/02/2019
Mark Zuckerberg, criador do Facebook, abandonou os estudos em favor do desenvolvimento do software. Apesar do estrondoso sucesso do programador, a evasão escolar geralmente não acaba nessa forma, mas sim, em problemas sociais críticos. Nesse limiar, ao abandonar as salas de aula, os jovens brasileiros contribuem para com a manutenção da miséria e da desigualdade social.
Primordialmente, enfatiza-se que os estudos são um meio de ascensão social. Através do PROUNI, por exemplo, que possibilitou a faculdade para pessoas de baixa renda, muitas famílias tiveram seus primeiros diplomados - até mesmo em medicina e direito, cursos supostamente da elite. Assim, ao ocupar as escolas, a periferia se liberta do estado da pobreza e consequentemente, a desigualdade social é minimizada. Entretanto, esse cenário ideal é dificultado pelas necessidades aos quais as famílias mais carentes estão condicionadas.
Tem-se, nesse limiar, a urgência do jovem de classe baixa de contribuir na renda da família como um dos principais indutores da evasão escolar. Crianças e adolescentes muitas vezes não têm escolha senão trabalhar para sobreviver - em geral, empregados informal e ilegalmente, porquanto a baixa idade. Além disso, nas favelas, não raro os jovens serem seduzidos pelo tráfico ou pelo crime, pois a falta de formação, de acordo o G1, dificulta a procura de emprego. Linearmente, sem diplomas, os salários são bem menores, não se sobrepõem aos dos antecessores e assim, um ciclo de pobreza é gerado.
Urge, enfim, que o governo, em parceria do Ministério da Educação, motive os estudantes a permanecer nas escolas, através da ampliação de de projetos e ações afirmativas, como o jovem aprendiz, a fim de que se torne possível conciliar estudos e trabalho. Cabe ao governo, ainda, maiores investimentos nas escolas técnicas, para que comporte mais estudantes e as oportunidades de emprego quase imediato fornecidos por essas instituições sejam expandidas.