Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/03/2019
Conforme defendia o sociólogo Émile Durkheim, as Instituições Sociais geram processos que permitem o funcionamento da sociedade de forma coesa. Dessa forma, é notório que a escola age como fruto de tal processo, tendo a evasão escolar como algo prejudicial a todo corpo social. Nesse sentido, é essencial analisar tamanha problemática que afeta consideravelmente a formação dos indivíduos.
Inicialmente, a falta de acompanhamento e adaptação dos alunos no ambiente escolar torna a abdicação da aprendizagem cada vez mais presente nas salas de aula. Tal afirmação pode ser relacionada com o histórico do Brasil, marcado pela desigualdade no acesso à educação, a qual tornou-se gratuita somente com a Constituição de 1988. À vista disso, foi implantada uma pedagogia de ensino que não zela pela formação psicológica e social dos estudantes. Portanto, nota-se como é inadmissível que atos de repulsão ao interesse pelo estudo coexistam na sociedade.
Além disso, toma-se a presença de questões familiares e financeiras relacionadas à evasão escolar nesse país, já que muitos alunos são privados do ensino para adentrar cedo no mercado de trabalho. Sob esse viés, fica visível a importância de melhorias no sistema educacional e financeiro, já que, só assim, a coesão de Durkheim prevalecerá positivamente. Logo, medidas devem ser tomadas para o escape escolar diminuir, tendo em vista o Censo do Ministério da Educação, em que constam 22,1% de evasão escolar.
Infere-se, pois, que é imprenscíndivel atuar na resolução da problemática da evasão nas escolas. O Ministério da Educação deve atuar na implementação de projetos que influenciem o estudo, por meio de apresentações artísticas, palestras e gincanas nas praças e escolas, também deve propôr auxílios financeiros aos alunos com dificuldades nessa área, com a atuação de psicólogos, economistas e professores atuando nessas atividades. Espera-se, com isso, a promoção do direito à Educação previsto na Constituição.