Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 04/03/2019
Conforme defende o filósofo Paulo Freire, a escola é uma das etapas mais importantes na vida de um cidadão, pois faz parte da formação socioeducacional e psicológica. No entanto, a evasão escolar impede que algumas pessoas tenham acesso a esses benefícios. Nesse sentido, é essencial analisar as causas dessa problemática que afeta todo corpo social.
Inicialmente, a falta de acompanhamento e adaptação nas escolas é a principal responsável pelo escape escolar. Isso acontece porque, o Estado não investe o bastante na área educacional e a condição precária das instituições faz com que parte dos alunos abdique dos estudos. Hoje é comum, por exemplo, faltarem carteiras, professores e profissionais que auxiliem os alunos no processo de adaptação e ensino. Por consequência de tal negligência, algumas pessoas não têm o direito à educação, previsto na Constituição Federal de 1988, efetivado.
Além disso, as questões familiares e financeiras também são causadoras da evasão nas instituições de ensino. Isso decorre do histórico brasileiro, marcado pela desigualdade social, em que os mais pobres, para conseguirem manter seus estudos, deveriam também, trabalhar. Em decorrência desse impasse, muitas vezes, os alunos têm de trabalhar logo cedo e acabam não conseguindo conciliar isso à rotina escolar e fazendo parte dos 24% que, inadmissivelmente, desistem dos estudos por causa de sua condição social, segundo o Ministério da Educação.
Infere-se, pois, que é imprescindível atuar na resolução desse imbróglio que prejudica a formação dos cidadãos brasileiros. O Ministério da Educação deve atuar na melhoria das escolas, por meio de reformas, contratação de professores e psicólogos que auxiliem os alunos na adaptação no ambiente escolar. Ademais, deve amparar os estudantes carentes, para transformar a educação, por meio do oferecimento de bolsas financeiras. Só assim, esse problema será resolvido e será formada uma sociedade mais igualitária e formadora de cidadãos.