Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/03/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a declaração universal dos direitos humano garante a todos os indivíduos o direito à educação e o bem-estar social. Entretanto, no Brasil, verifica-se que mesmo a educação sendo um direito universal, ela se torna distante para grande parte da população. Uma vez que, muitos jovens deixam a escola pelas dificuldades enfrenadas na realidade brasileira.

É indubitável que a desigualdade brasileira afeta a educação do país. Segundo o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o menor nível de escolaridade tende a ser associado com a maior desigualdade de renda. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os adolescentes de famílias de baixa renda, enfrentam diversas dificuldades que são reflexo da desigualdade e impulsionam a evasão escolar, como exemplo: falta de vagas em escolas, falta de transporte público para os alunos que moram longe, falta de segurança para as pessoas que moram em comunidades possam ir para as escolas e também a necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família.

Além disso, a falta de incentivo dos familiares também se torna impulsionar do problema, visto que, as famílias em os pais não possuem o diploma do ensino médio, dificilmente  trataram do assunto com os filhos a fim de incentiva-los a concluírem seus estudos, e os jovens como são  motivados pelo contexto em que crescem, geralmente, tendem a seguir os passos dos pais. Dessa forma, tornando o problema em uma bola de neve que seguirá até algo seja feito para reverter esse quadro.

É notório, portanto,  que medidas são necessárias para resolver o problema. Sendo assim, o governo a partir do ministério da educação deve promover campanhas de incentivos aos estudos, por meio de profissionais da área da educação que façam palestras em bairros a fim de incentivar as pessoas a concluírem seus estudos. Idem, as escolas devem estar preparadas para dar suporte para os alunos que enfrentam necessidades e para isso o governo deve investir na educação. Pois, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.