Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/04/2019

“O ser humano não teria alcançado a evasão escolar no país se, repetidas vezes, não tivesse apresentado situações de condições desfavoráveis a um ambiente propício para continuar os estudos”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a evasão dos estudantes das escolas, mas, também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de aconselhar e adaptar o ambiente dos estudantes às condições favoráveis de estudos para que eles continuem nas escolas pelos integrantes dessa mesma sociedade.

Primeiramente, o dever de adaptar o ambiente dos estudantes às condições favoráveis de estudos, de modo que impossibilite a evasão escolar por um grande número de estudantes do país, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, como também pela Constituição do Brasil. Além disso, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que os estudantes deixam as escolas em troca de um trabalho em condições sub-humanas com frequência ou por causa da gravidez precoce, abrindo oportunidades para que a sociedade se torne, cada vez mais, excludente; haja vista que, segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de jovens defasados em relação à conclusão dos estudos na idade adequada cresceu 5,9% nos últimos 3 anos.

Paradoxalmente, o ser humano, que é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver projetos sociais para amenizar as desigualdades socioeconômicas dos indivíduos do país, deixa a desejar no que se refere às ações de amenizar a evasão escolar dos estudantes, os quais estão inseridos em uma realidade brasileira desfavorável para prosseguir nos estudos como, por exemplo, a necessidade de trabalhar para ajudar possivelmente a família; tendo em vista que, segundo o IBGE e o MEC(Ministério da Educação e Cultura), a evasão escolar é mais intensificada em grupo de estudantes pertencentes às famílias que apresentam baixa renda familiar.

A evasão escolar e a realidade brasileira, portanto, devem ser combatidas com a iniciativa do Ministério da Educação em parceria com as escolas municipais, psicopedagogos e psicólogos de realizarem a implementação de projetos psicopedagógicos, por meio de palestras, além da propagação de folhetins relacionados ao assunto, para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade, tanto do corpo docente e discente quanto de toda população dos municípios, em relação à fomentação dos estudantes para que permaneçam nas escolas e prossigam nos estudos; sendo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente.