Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/04/2019
Promulgada pela ONU(Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem o intuito de garantir o acesso a uma educação de qualidade visando o bem-estar social de todos os países do globo. Conquanto, rompendo com essa perspectiva, o Brasil encontra-se em uma verdadeira “diáspora escolar”, na qual crianças e adolescentes distanciam-se cada vez mais do ambiente educacional. Diante desse quadro, os subterfúgios que endossam essa problemática são a desproporcionalidade entre os investimentos destinados às universidades e à educação básica e como consequência desse desequilíbrio, a falta de recursos das escolas de ensino fundamental e médio para assegurar a permanência dos estudantes nessas instituições.
Indubitavelmente, a origem dos impasses para alçar um processo educacional que tenha a efetividade na alfabetização e capacitação sociocultural e profissional de infantes e jovens no Brasil encontra-se na desigual distribuição dos recursos financeiros que o Estado realiza entre o ensino superior e a educação básica. Segundo a OCDE(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o Brasil é um dos países que menos destinam verbas aos alunos de ensino fundamental e médio, todavia, o financiamento que as universidades recebem assemelha-se ao de países europeus. Nesse contexto, é perceptível que a má gestão do fundo de recursos atribuídos ás instituições pedagógicas públicas confere ao sistema educacional brasileiro um caráter de nefasta ineficácia.
A evasão escolar insere-se no cenário brasileiro contemporâneo como uma consequência direta do descaso dado para com a educação de base pelo Governo Federal, visto que a demanda para atender às necessidades dos alunos de colégios da rede pública são quase que ignoradas pelo mesmo. Nesse âmbito, é possível observar inúmeras disparidades que contribuem para o abandono do setor educacional pelos jovens, como por exemplo a falta de acompanhamento psicológico e social, a carência de atividades que visem o aprimoramento sociocultural dos estudantes e muitas vezes há a escassez de coisas básicas pra o funcionamento da instituição.
Portanto, o Ministério da Educação deve assegurar a permanência de crianças e adolescentes no ambiente educacional por meio da diminuição da desproporcionalidade de investimentos entre a educação básica e a de ensino no superior, aumentando a inserção de capital privado nas universidades públicas, seguindo o exemplo bem sucedido de países desenvolvidos, e com o recurso a ser economizado, aumentar a verba destinada à educação de base, fortalecendo assim a perspectiva de acesso a educação para suscitar o bem-estar social da sociedade brasileira.