Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 15/04/2019

Para São Tomás de Aquino, filósofo medieval - numa sociedade, todos os indivíduos devem ter igual importância, gozando, assim, dos mesmos direitos e se responsabilizando pelos mesmos deveres. Em contrapartida, o índice de evasão escolar no Brasil é crescente. Trazendo assim, consequências como: A construção da sociedade e dificuldades em inserção no mercado de trabalho. Assim, os mesmos não exercem seus direitos como cidadães, contrariando a premissa de Aquino.

Vale pontuar, de início, que o ensino é essencial na vida de um ser humano. O Brasil, ainda que tenha resolvido o problema do ingresso de crianças em escolas, apresenta um elevado índice de evasão escolar - apenas 43% da população com mais de 25 anos tem ensino médio completo. Isso tende a ser uma problemática, pois a compreensão das leis, da constituição e de todo o aparato jurídico do país se dá pela leitura. Nesse cenário, o cidadão desconhece seus próprios direitos.

O ingresso no mundo do trabalho é um dos fatores que levam os jovens a deixarem à escola. Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Em 2013, as cidades do Vale do Itapocu somavam 61.624 trabalhadores em uma indústria. Destes, 41% não tinham o ensino escolar básico completo. Essa realidade nos mostra que essas pessoas necessitam de atenções e incentivos para retomarem os estudos, uma vez que não tiverem outras escolhas.

Destarte, medidas devem ser tomadas de imediato para resolverem tais impasses. O Ministério da Educação deve criar projetos com aulas de acordo com a realidade dos alunos, incentivando a leitura para formar cidadães com a construção de senso crítico, necessário, inclusive, para o pleno exercício do voto. Ademais, o Governo deve assegurar as políticas de permanência escolar - ampliação de programas como o bolsa família, que têm apresentado resultados positivos ao longo dos últimos anos.