Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/04/2019
Educação é Para Todos
Segundo o levantamento feito pelo “Todos Pela Educação” o Brasil possuí cerca de 2,5 milhões de crianças e adolescentes que não frequentam a escola, seja por falta de interesse, trabalho, bullying ou a violência, tais dados são alarmantes mesmo com aumento da frequência escolar registrado nos últimos anos, à desistência é maior entre aqueles que não completaram o fundamental, como citado anteriormente os motivos para evasão escolar são diversos mas todos levam a consequências iguais, como a dificuldade para a inserção no mercado de trabalho e em caso de ser inserido será geralmente com baixa remuneração e pelo mercado informal, logo, com pouco ou nenhum direito garantido para o empregado.
Ao se analisar mais detalhadamente esses dados pode-se perceber as causas mais frequentes de abandono por faixa etária, por exemplo os alunos do ensino fundamental tem entre as causas:a distância da escola para a casa do aluno e o bullying, já os estudantes do ensino médio desistem dos estudos devido à gravidez precoce, envolvimento com atividades criminosas e falta de interesse pelo conteúdo.Conforme Priscila Cruz, Presidente do Todos Pela Educação “A reforma do ensino médio pode ajudar, mas depende da implementação para se tornar mais interessante” para Priscila a situação é preocupante pois afeta principalmente as classes mais vulneráveis da sociedade brasileira como negros, mulheres e pobres.
Outrossim deve se haver atenção quanto as consequências tanto para o indivíduo quanto para a sociedade, pois esses jovens além de terem de enfrentar um mercado de trabalho extremamente competitivo e seletivo sem condições de competir, também terão diversos empecilhos em tarefas básicas como fazer calculo de área para uma construção ou em até ser incapaz de realizar contas simples de adição e subtração.Consoante Priscila Cruz “O jovem sai da escola achando que vai voltar um dia, só que não volta. Por isso que, para ele, sair da escola não tem um peso tão grande, mas precisamos evitar que ele saia”.
Em suma, deve-se haver uma atuação por parte das instituições educacionais, por meio de diálogo com a família do estudante de modo que se possa resolver o problema para que o estudante possa voltar à frequentar a escola.Também cabe as famílias procurarem meios de garantir a presença do jovem, como conversar com a direção da escola para mudarem a dinâmica das aulas, auxiliarem alunos que tenham demonstrado dificuldade.Por fim vale ressaltar à importância da colaboração entre a família e a instituição para garantir a educação básica e um futuro digno à todos.