Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 20/04/2019

Desde o Iluminismo, já sabemos - ou deveríamos saber - que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a evasão escolar, no Brasil, percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não desejavelmente na prática. Contudo, pode-se afirmar que as causas dessa problemática estão intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência do poder público, seja pelo ingresso no mundo do trabalho.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com o artigo 3 da Constituição brasileira, aclara o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantindo-se o desenvolvimento nacional. Entretanto, seguindo os últimos dados fornecidos pelo (IBGE), há 1,3 milhão de jovens entre 15 e 17 anos que deixaram a escola sem concluir os estudos.

Outrossim, destaca-se o ingresso no mundo do trabalho como impulsionador da evasão escolar. É fundamental frisar, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado. Conforme Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas, no entanto de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país.

Urge, portanto, que mediante os fatos expostos, medidas devem ser tomadas, a fim de reduzir ou até mesmo inibir os casos da evasão escolar. Destarte, o Ministério da Educação deve instituir nas escolas palestras e grupos de debates, ministrados por psicólogos e educadores sociais para os jovens e seus responsáveis, com o objetivo de informar a importância da educação, com a finalidade de combater à evasão escolar. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimento.