Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 05/05/2019

É notório que no contexto socioespacial brasileiro, sobretudo nas últimas décadas, muito se tem discutido acerca do significativo crescimento da evasão escolar entre crianças e adolescentes e da consequente deficiência acadêmica, familiar e social futura desses jovens. Dentre fatores de abordagem, destacam- se: o trabalho infantil e a qualidade do ensino no país como agravantes de tal problemática.

Em primeira análise, observa-se que  segundo levantamento realizado pelo “Todos pela Educação”, 2,5 milhões de crianças e jovens estão fora da escola, em razão, principalmente, da precoce iniciação ao mercado de trabalho, consequência de uma vulnerabilidade socioeconômica familiar. Por conseguinte, os filhos para ajudarem a situação financeira dentro de casa, iniciam empregos, muitas vezes, informais e por não conseguirem conciliar escola- trabalho, pois o rendimento escolar é diretamente afetado, decidem abandoná-la, visto que isso lhes parecem a solução certa.

Vale ressaltar, também que o distanciamento família- escola, bem como a qualificação tanto do ensino quanto das instituições de ensino do Brasil parecem propiciar este abandono por parte da juventude, em virtude de uma certa defasagem e arcaica proposta pedagógica e metodologia que não geram interesses e não chamam à atenção desses indivíduos. Segundo dados do G1, 40,8% do público infanto-juvenil não concluem o ensino médio até os 19 anos, por consequência não concluem a Educação Básica na idade adequada, resultado, em grande parte, de um ambiente mecânico e sem dinamicidade.

Faz-se necessário, portanto, a atuação mais comprometida do Governo Brasileiro, em parceria com o Ministério do Trabalho, na confirmação de projetos, como os de Jovem Aprendiz, no intuito de ajudar financeiramente estes jovens sem retirá-los do ambiente escolar, bem como a participação do Ministério da Educação na inserção de métodos mais dinâmicos e flexíveis, como o uso das novas tecnologias, por exemplo, nos processos de aprendizagem e o uso de aplicativos como o “Fora da Escola não pode”, no intuito de acompanhar,controlar, registrar e identificar os alunos que estão em evasão e assim investigar a realidade desses estudantes para trazê-los de volta a essas instituições .Além da capacitação de professores, com cursos e palestras, que os permitam ministrar aulas mais criativas e menos rígidas para que exista um lugar propício para troca entre alunos e educadores,a fim de melhorar e qualificar o ensino no país, assim como atuação familiar , através de diálogos e do incetivo ao retorno à escola, a fim de reduzir o número de abandono às escolas no país.