Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 24/06/2019

Segundo relatório divulgado pela ONU em 2019, a infelicidade do povo brasileiro aumenta a cada ano, fazendo com que o país ocupe o 32º lugar no ranking da felicidade. Esse dado pessimista é reflexo de diversos problemas da sociedade, entre eles, o abandono escolar, que ainda prevalece seja por questões socioeconômicas, seja por frustração dos estudantes.

A priori, é válido ressaltar que a evasão escolar é um problema antigo, fruto de obstáculos como a desigualdade social e o trabalho infantil. Para Albert Camus, autor de obras como “A Peste” e “O Estrangeiro”, o sofrimento da criança não é revoltante em si, mas que nada justifica esse sofrimento. Contudo, é possível perceber que muitas são as crianças pobres que abandonam o ambiente escolar para trabalhar nas ruas, sem segurança alguma, sofrendo para ajudar no orçamento doméstico.

Outrossim, a escolas do país parecem despreparadas para lidar com a singularidade de seus alunos, o que contribui para a ocorrência do problema. Isso se confirma com a permanência de um ensino tradicionalista, que exclui um trabalho sério com as artes. Fazendo com que jovens artistas como músicos, roteiristas e humoristas se sintam frustrados e abandonem o espaço escolar por não terem as suas habilidades reconhecidas e ampliadas. Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.       Portanto, é de suma importância que medidas concretas sejam tomadas. O Governo deve promover que menos crianças e jovens de classes sociais baixas abandonem a escola por meio de bolsas estudantis que auxiliem os pais na compra do material necessário para a formação escolar e ampliar as aulas de artes nas escolas públicas, dessa forma, a evasão escolar gradativamente deixará de ser um dos fatores para a infelicidade crescente que assola a realidade brasileira.