Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/07/2019

Malala, ativista paquistanesa, vivia em uma sociedade onde meninas não podiam frequentar a escola. Então, acreditando no poder na educação, ela lutou pelo simples direito de estudar e revolucionou o mundo por sua coragem. Entretanto, apesar da educação já ser um direito constitucional no Brasil, muitos jovens brasileiros abandonam os estudos por estarem em condições de pobreza e marginalização, e o país sofre, também, consequências de escolhas inevitáveis.                                         Em primeira análise, é notório que a condição social, e as situações vividas por meio desta, moldam as decisões e personalidade do indivíduo. Com base nisto, o filósofo alemão Immanuel Kant, que fundamentou uma análise da ética, afirmou como mais correta a “Ética à Posteriori” que seria o julgamento apenas após viver a mesma experiência daquele que é julgado, demonstrando assim, como o meio social pode transformar as condutas. Portanto, a evasão escolar não é o reflexo de uma escolha racional do jovem, mas sim uma decisão imediatista condicionada pela necessidade de buscar uma vida melhor, como por exemplo, o trabalho ou o crime. Consequentemente, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), comprovam que o perfil do jovem que abandona o ambiente escolar é majoritariamente pobre.                                                                                                                    Além desta problemática afetar um público em específico, ela também traz consequências para economia brasileira. Acerca deste tópico, Paulo Freire, educador e filósofo, afirmava que a sociedade só muda com o auxilio da educação, portanto, o caráter econômico brasileiro, ao fazer parte do meio social, também não evolui sem educação. A título de ilustração, a alta taxa de desemprego evidenciada nas mídias demonstra que é preciso cada vez mais especializações para o mercado de trabalho, entretanto, a evasão escolar cada vez maior não acompanha esta realidade. Dessa forma, há o agravamento da situação econômica da população do Brasil.                                                                           Dessarte, é imprescindível que as organizações escolares, juntamente com o MEC (Ministério da Educação), resolvam o impasse. Para isso, aconteceria o acompanhamento dos alunos com notas baixas por parte do colégio, para descobrir a origem dessas dificuldades escolares. É necessário, também, que o MEC auxilie esse processo por meio de propagandas que ressaltam a importância do estudo nas mídias. Além do mais, para aqueles alunos que precisam trabalhar, pode-se encorajar estes à frequentar o colégio em horários mais acessíveis, como por exemplo, o EJA (Educação de Jovens e Adultos) que ocorre nas instituições públicas do país no período da noite. Então, será possível tornar a educação digna para todos, assim como Malala fez no seu país.