Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 12/07/2019

Nelson Mandela, importante líder político sul-africano, afirma que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse contexto, a realidade do ensino no Brasil, no entanto, choca-se com a máxima de Mandela no tocante à evasão escolar, já que priva os jovens da nação de desenvolver maior intelectualidade para um futuro digno. Esse cenário não é fruto somente de condições familiares, mas, também, da infraestrutura deficitária provida pelo Estado no setor.

Destarte, segundo Talcott Parsons, sociólogo estadunidense, a família é máquina construtora de personalidades humanas. Sob essa ótica, é notório o elo entre a conjuntura de trabalho familiar e a permanência dos infantes nas escolas brasileiras. Uma vez que, pela situação de baixa renda parental,a ausência de estímulo ao estudo e a necessidade de auxílio das crianças em atividades laborais - a exemplo daquelas que trabalham na pesca de sururu em Alagoas - ocupa o período em que esses petizes deveriam estar nos centros de ensino adquirindo conhecimento para alterar esse estado insalubre em que vivem. Esse panorama - ao ser associado ao trabalho infantil - corrobora a característica hereditária da evasão escolar no país, visto que há a tendência dos infantes em possuírem as mesmas ocupações de seus pais por não apresentarem o mínimo de formação.

Além disso, para John Locke, filósofo inglês,a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direitos por parte do Estado. Sob esse viés, depreende-se que o direito à educação não é totalmente garantido pela federação tupiniquim. Tendo em vista a precariedade das instituições dessa área no país, as quais sofrem com a carência de material escolar e estrutura das escolas, e o sentimento de insegurança como realidade que influencia a ausência de crianças e adolescentes nas aulas. Ademais, as qualidades atrativas de estudantes propiciam maior ou menor frequência desses, pois, há o ímpeto e o interesse pela educação e pelo conhecimento por parte dos estudantes brasileiros, fato que acarreta na elevação da qualidade de ensino do país.

Infere-se, portanto, que a evasão escolar é resultado da questão familiar e da infraestrutura educacional do Brasil. Em primeiro lugar, cabe ao seio educacional, como órgão socializador da juventude, analisar a situação dos alunos apresentem tendência ao imbróglio para realizar a adaptação da carga horária dos mesmos, por meio do auxílio de professores e psicopedagogos em reunião com a família, com o afã de fomentar a continuidade do indivíduo em suas presenças em aulas. Por outro lado, é função do Ministério da Educação, em suas representatividades Estaduais e Municipais, o desenvolvimento de obras de infraestrutura e a compra de materiais de ensino - como livros didáticos - para o incremento da qualidade do ensino, pela aplicação de capital oriundo de impostos públicos.