Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 15/07/2019
Para o filósofo e cientista Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma, a sociedade, sem ela certamente o entorno não muda. A partir dessa consideração, então é possível discutir-se sobre a evasão escolar no Brasil.Tal questão será sanada se fatores como a inflexibilidade da grade curricular e a necessidade de renda do aluno forem tratados como prioritários.
A princípio,é válido discutir os modelos anacrônicos de aprendizagem. As instituições públicas apresentam infraestrutura precária, seja na parte física, como bibliotecas desatualizadas, seja na sua gestão, preocupada em aplicar provas seguidas de mais provas. Dessa forma, conforme escreveu Gabriel Pensador, no “Estudo Errado”, “decoreba é o método de ensino, nos tratam como ameba e não refletimos.
Além disso,convém ressaltar o perfil daqueles que mais desistem de estudar. Jovens negros e carentes são inseridos de forma precoce no mercado de trabalho e, por conseguinte, priorizam o emprego. Assim, esse cenário que era habitual, décadas atrás, nas zonas rurais torna-se a repetir em lares menos favorecidos. Prova disso foi a pesquisa realizada pela UNICEF, em 2014, que apresentou a relação direta entre baixa renda e escolaridade dos pais, com a permanência do aluno em sala de aula.
Em face desta realidade, logo, torna-se fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com Governo Estadual e Municipal,reformar a estrutura das escolas, através da renovação das bibliotecas e promoção de aulas lúdicas, com oficinas e debates, a fim de engajar os alunos. Ademais, o Governo Federal deve desenvolver programas de aprendizagem, com o intuito de auxiliar os jovens de baixa renda, por meio de oportunidade de emprego em conjunto com acompanhamento no colégio. Desse modo, gradualmente, o “Estudo Errado”, de Gabriel Pensador, se encontraria no passado e aprender seria um ato mais prazeroso.