Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 16/07/2019

A chegada da Família Real portuguesa ao Brasil no século XVII foi um dos principais fatores para a realidade do país atualmente, devido à instauração das escolas na época. Nesse contexto, tal ambiente é um dos principais responsáveis pelas trajetórias das pessoas e da economia brasileira, no qual a evasão escolar prejudica esses fatores; tamanha decisão de muitos jovens se deve pela forma de ensino arcaico e pelos problemas sociais no mundo contemporâneo.

Em uma primeira análise, é válido destacar que um dos principais causadores para essa realidade é a maneira de ensino ultrapassada. Nesse viés, Gabriel Corrêa – gerente do projeto “Todos Pela Educação” - afirma que a decisão das pessoas para a saída desse local, muitas das vezes, é devido pela falta de engajamento com a escola. Por essa lógica, tal causador acarretará adultos que não serão críticos e questionadores; indivíduos que contrariarão esses padrões necessários do século XXI; algo inadmissível em uma sociedade que se diz democrática, tendo em vista que opiniões são altamente necessárias.

Ademais, é indiscutível a presença da desigualdade social no contexto. Prova disso é a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) juntamente com o Ministério da Educação (MEC), no qual retrata que as saídas de muitos jovens das escolas são ocorridas por motivos econômicos - busca de trabalho para ajudar as famílias- e individuais. Consequentemente, essa evasão acarreta em uma sociedade mais desigual para o grupo minoritário, haja vista tal centralização para aqueles com maiores condições econômicas. Dessa maneira, é necessário propor alternativas públicas para reverter o quadro vigente.

Dessarte, urge que o Ministério da Educação, em consonância com as escolas, por meio de uma verba governamental, instaurarão setores que visem a realidade dos alunos, como jogos educativos e discussões de assuntos atuais para estimular a mentalidade crítica dos discentes, para que, assim, a atitude de desistência não seja presente e tenham uma trajetória com princípios democráticos. Além disso, cabe ainda ao MEC, mediante a instauração de mais escolas técnicas, forneça uma maior quantidade de vagas ao grupo minoritário, com o propósito que essa parcela populacional não veja a saída estudantil como uma solução econômica. Portanto, os ambientes instaurados no século XVII serão realidades vivenciadas pluralmente.