Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 22/07/2019

Investimentos estatais em educação permitem promover mudanças na realidade dos diferentes grupos sociais. Todavia, quando comprometidos atingem, de forma negativa, o cenário das comunidades subjugadas, uma vez que por reduzir as oportunidades e o ensino oferecido instigam o processo de evasão escolar. Dessa forma, devido a fatores como a manutenção da desigualdade social e a negligencia acadêmica, abandonar o colégio, influencia tanto no modo de vida do indivíduo, como também, no desenvolvimento socioeconômico e cultural do Brasil.

A evasão escolar se dá por meio do abandono das instituições de ensino; contudo, vale ressaltar que as condições sociais do indivíduo influenciam no processo de escolha, já que, em muitas das vezes, trata-se de necessidade. Por pertencerem, geralmente, a famílias de baixa renda mensal, alguns jovens e adolescentes começam a trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da casa. Sob esse viés, por apresentarem uma rotina exaustiva e/ou pouco tempo para se dedicar as atividades curriculares, esses sujeitos preferem deixar o estudo de lado pois, naquele momento, o ingresso no mercado de trabalho  pode ser mais atrativo e benéfico.

Ademais, outro fator que influencia o rompimento acadêmico é a forma desmazelada com a qual são encontradas boa parte das instituições. Logo, juntamente com as más condições do local e a indisponibilidade de materiais e professores, a ausência de grades curriculares que coloquem o aluno como protagonista do processo de aprendizagem faz com que muitos estudantes não se identifiquem com o que é repassado durante as aulas e acabem por optar em sair- de acordo com dados do Instituto Unibanco, entre os 15 e 17 anos, aproximadamente 1,5 milhões de jovens abandonaram a escola.

Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o impasse. É de urgência que as prefeituras, em parceria com as câmaras, verifiquem frequentemente a situação e os investimentos destinados às escolas locais. Assim, com o objetivo de criar e estabelecer políticas que visem aplicações mais produtivas, o setor municipal deve agir na carência dessas instituições, priorizando, principalmente, a presença e permanência de professores na sala de aula, como também, a disponibilidade de materiais e estruturas pedagógicas; focalizando, também, no turno da noite, uma vez que este é destinado aos indivíduos que trabalham e, portanto, cabe à diretoria um melhor direcionamento das atividades desempenhadas nesse horário. Desta forma, melhorando a qualidade da educação oferecida, aprimora-se, de maneira direta, as condições participativas do indivíduo na sociedade e o desenvolvimento da realidade nacional.