Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 19/07/2019

Em pleno século XXI, observa-se que o Brasil ainda enfrenta problemas no que tange os processos educacionais. Nesse sentido, já que o homem é aquilo que a educação faz dele, segundo o filósofo Immanuel Kant, a evasão escolar demonstra ser uma realidade brasileira que merece ser combatida para que os jovens tenham melhores perspectivas socioeconômicas futuras.

Em primeiro lugar, vale destacar que é factual que existe uma maior incidência de uma criança ou adolescente abandonar a escola nos casos em que os próprios pais o fizeram. Isso ocorre, em grande parte, devido à falta de orientação e estímulo dentro de casa, uma vez que se os genitores não possuem hábitos de leitura ou não envolvem a criança em atividades pedagógicas, torna-se evidente que ela não criará interesse pelos estudos só pelo fato de estar frequente na escola, mas sim também porque não possui exemplo no ambiente em que vive.

Por conseguinte, a questão de quase 60% dos alunos não concluírem o ensino médio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), demonstra que a sala de aula não é atrativa e o método de ensino arcaico. Isso, de certa maneira, corrobora para que aja discrepância no aprendizado, pois nem todos os alunos conseguem acompanhar o desenvolvimento escolar do restante da turma, já que os professores ministram as aulas sempre da mesma forma e não inovam ou individualiza a didática, o que causa desmotivação e vontade de abandonar o ambiente estudantil por aqueles que se sentem incapazes de aprender com os recursos atuais.

Portanto, é mister que haja parceria entre família e escola. As instituições de ensino, por meio de palestras voltadas para os pais, devem conscientizá-los de quebrar os paradigmas em relação aos estudos dos filhos e incentivá-los a se comprometerem de sempre persistir em manter a criança ou adolescente na escola. Além disso, os familiares devem cobrar do Ministério da Educação, para que ocorra uma renovação do método de ensino de acordo com cada faixa etária como o uso, por exemplo, de tecnologias educativas e atividades inclusivas como as feitas em círculos, para que assim todos os jovens possam seguir em frente nos estudos e tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho.