Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/07/2019
Após a Baixa Idade Média, o mundo é palco de transformações na arte, política, sociedade e entre outros, essas inauguraram a Idade Moderna que teve início do século XV. Contudo, o setor educacional permanece inalterado, logo evasão escolar é um grande problema da contemporaneidade, em razão do modo ultrapassado de ensino e a nova configuração socioeconômica do Brasil.
Em primeiro lugar, a artificialidade educacional opõe-se à eficácia. Dessa forma, o número de alunos que abandonam o processo de escolarização por falta de interesse, ou por não adaptarem-se ao modelo de ensino vigente é muito alto. Prova disso, de acordo com IBGE, cerca de 1,3 milhões de jovens deixaram a escola. Nesse contexto, faz-se necessário que haja novas dinâmicas e mais interação do aluno com o professor, com o objetivo de reter mais a atenção desse e efetivar a forma de ensino.
Além disso, as mudanças afetaram principalmente as estruturas socioeconômicas. Atualmente, o custo de vida cresce exponencialmente em detrimento do salário, com efeito muitos jovens precisam abandonar a escola em razão da necessidade da complementação da renda familiar. Desse modo, é fundamental compreender as novas configurações sociais e ampara-las economicamente, uma vez que haja necessidade. Como afirmou o escritor Peter Drucker, ‘’não é possível prever o futuro, mas é possível criá-lo’’.
Portanto, para atenuar o índice de evasão escolar é imprescindível adaptar-se à realidade atual. O Estado, em parceria com o SENAI, deve disponibilizar cursos periódicos para o corpo escolar, com intuito de ensiná-los a dinamizar a aula, a fim de que haja mais participação dos alunos, por consequência a tornará mais atraente. Em adição, o projeto de auxílio escolar do governo que atualmente é restrito ao projeto de Educação de Jovens e Adultos (EJA), deve ser ampliado ao ensino fundamental, a priori em áreas de comunidades carentes. Assim, mais jovens terão a oportunidade de criar um futuro melhor.