Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 23/07/2019
Em “Coach Carter-Treino para vida”, um professor tem o desafio de mudar a perspectiva de jovens sobre os estudos em um ambiente marcado pela evasão escolar em uma periferia nos Estados Unidos. No Brasil,o que deveria ser apenas um retrato cinematográfico, torna-se realidade.Assim, faz-se necessário entender os impactos desse fenômeno na sociedade.
Nos últimos anos, o número de crianças e jovens que ingressaram na escola cresceu significativamente.Apesar disso, grande parcela desse grupo abandona a vida estudantil de forma precoce.Segundo o IBGE, cerca de 1,3 milhões de jovens de 15 a 17 anos deixaram a escola e 52% deles nem chegaram a concluir o ensino fundamental.Nesse terrível cenário, a perspectiva de desenvolvimento social é altamente prejudicada, uma vez que, sem a qualificação adequada, a chance exercer funções laborais precárias e de baixa remuneração crescem em larga escala.
Ademais, a necessidade de ajudar na renda familiar e a falta de interesse por aprender são elementos determinantes para o abandono da sala de aula.O estudo Aprendizagem em foco aponta que, quanto menor a renda média familiar, maiores são os casos de evasão.Além disso, o método de ensino, por vezes, considerado monótono e mecânico, não motiva o aluno a participar do ambiente estudantil pela falta de aplicabilidade no cotidiano e no contexto social desse grupo.
Medidas, portanto, devem ser tomadas para resolver essa questão.As secretarias de educação municipais, devem criar um projeto escolar convidando indivíduos da comunidade, que tiveram a vida transformada pela educação, para que possam ministrar palestras e debater com os alunos a importância da busca pelo aprendizado como ferramenta transformadora da realidade, a fim de alertar sobre os prejuízos da alfabetização incompleta.Do mesmo modo, o MEC deve reorganizar a base comum curricular, apresentando um plano de ensino mais moderno e com mais assimilação ás atividades corriqueiras.Dessa forma, caminharemos para uma sociedade mais justa e igualitária.