Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 18/07/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando se observam a evasão escolar, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pela omissão escolar.

Em primeiro lugar, é incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Nesse sentido, de acordo com o artigo 3 da Carta Magna, elucida o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária. Contudo, seguindo os últimos dados relacionados à evasão escolar, a ação legal encontra-se distante da efetivação. Portanto, percebe-se, que os adolescentes acabam permanecendo à revelia da marginalização social.

É importante frisar, por conseguinte, que em consequência de tal marginalização os indivíduos enfrentam inúmeras dificuldades associadas à evasão escolar, devido à carência de verbas públicas na formação do cidadão. Em harmonia com Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entanto de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no território. Dessa maneira, a precariedade com a evasão escolar se constitui como um dos infortúnios que prejudicam a progressão por uma comunidade melhor.

Logo, indubitavelmente, ações são necessárias para atenuar o problema. Sendo assim, é essencial que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financie projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre educadores e alunos. Outras medidas devem ser tomadas, porém, segundo Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”