Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/07/2019
Na idade média, o conhecimento ficou associado aos mosteiros, a partir de então a educação ambienta-se nas escolas e os religiosos são os responsáveis por transmitir o saber. Como exemplo, a companhia de Jesus instaurada no Brasil colônia. Nesse sentido, tal restrição possibilitou raízes para problemas educacionais vigentes, como a evasão escolar, a qual está intimamente relacionada a fatores como, fragilidades em vínculos familiares e negligencia acadêmica estatal.
Convém ressaltar, a principio, que a forma lenta e gradual do processo de acessibilidade a educação pública originou fatores que atuam com repulsivos, no cenário contemporâneo. Nesse habito, somente 1996, pela Emenda Constitucional foi estipulado um prazo mínimo pra universalização do ensino e a erradicação do analfabetismo. Contrariamente, o índice crescente de desistência escolar aponta para problemas ainda a serem solucionados, como a deficiência no sistema de transportes públicos, precária estrutura das instituições de ensino e a não inclusão de alunos com restrições físicas e emocionais. De modo a coibir os direitos inerentes.
Concomitante a essa dimensão legal, o papel da comunidade familiar tem uma importância fundamental na perseverança escolar durante toda a socialização primaria, a falta desse estímulo pode atuar fortemente como um fator repulsivo. Sobre esse aspecto, o educador Paulo Freire ressalta a educação como ferramenta de formação de um indivíduo engajado socialmente, a não conclusão do processo educativo pode gerar danos permanentes, como a precária disponibilidade de inserção no mercado de trabalho atrelada a baixa qualidade de vida.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante efetivas parcerias público-privadas, por meio de analises dos fatores repulsivos acima citados a aplicabilidade de medidas educativas subsidiadas, afim de minimizar os problemas socioeconômicos ligados a evasão escolar, de modo que todas as verbas tenham fins educativos bem destinados.