Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/07/2019
Capitães da areia, livro do icônico Jorge Amado, descreve o cotidiano de jovens que estão a esmo e que acabam por cometerem atos infracionários. Tal obra caracteriza eficazmente o cenário brasileiro da época e também, infelizmente, o hodierno, no que diz respeito a evasão escolar, visto que os protagonistas da trama não recebem uma educação adequada. Neste sentido, as consequências da problemática em questão são o aumento da violência e do desemprego.
Em um primeiro momento, o perfil dos prisioneiros das penitenciárias brasileiras revelam a óbvia relação existente entre a baixa escolaridade e a criminalidade, como explicitado pelo ex-ministro da educação, Aloizio Mercadante. Portanto, é evidente a importância de encorajar a juventude a persistirem nos estudos, para que, ao ocuparem assentos na instituição de ensino evitem ocupar os cárceres.
Outrossim, segundo o ministério da educação, as oportunidades no mercado de trabalho são proporcionais ao grau de ensino do indivíduo. Tal afirmativa configura um adicional na problemática do desemprego, uma vez que, segundo o IBGE, mais de um milhão de adolescentes abandonaram a escola, comprometendo seu próprio futuro.
Destarte, é inequívoco afirmar que há um paralelo entre a evasão escolar e o cenário da violência e do desemprego vigentes no Brasil. Dessa forma, é pertinente ao Estado, na figura do Ministério da Família e do Ministério da Educação, promover campanhas afim de conscientizar os adolescentes e as pessoas do seu convívio, da eminência de dar continuidade aos estudos. Em sinergia, cabe às autoridades locais acompanhar a frequência dos alunos na escola, de modo a identificar as eventuais dificuldades dos mesmos em permanecer na instituição de ensino. Somente assim, a sociedade brasileira será transformada pela educação como assegurou o ilustre Paulo Freire.