Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/07/2019
O Realismo, escola literária europeia que chegou ao Brasil no século XIX, tinha como uma de suas principais características a denúncia social, mostrando a miséria das pessoas e investigando seus psicológicos. Tais fatos seguem presentes na sociedade, levando a consequências como a evasão escolar, a qual altera a realidade brasileira, porque a falta de recursos, juntamente a instabilidade psicológica levam alunos ao abandono dos estudos.
Em primeiro plano, a má distribuição de rendas está presente há séculos no Brasil, e após a política desenvolvimentista de Juscelino Kubistchek, essa problemática foi intensificada, visto que com a industrialização, uma minoria cresceu nesse ramo, alguns se tornaram funcionários, mas os desempregados continuaram presentes. Desse modo, com essa pobreza, vários estudantes não concluem o ensino básico, porque buscam emprego mais cedo para ajudar na renda familiar, tornando-se trabalhadores vulneráveis e sem formação, não sendo valorizados pelo Estado.Além disso, o estudo Aprendizagem em Foco comprova a ideia, mostrando que quanto maior a renda, mais os alunos avançam nos estudos.
Outrossim, o psicológico é outro fator importante na educação, tendo em vista que para ter um bom rendimento, é necessário estar com o pensamento centrado e também, com o emocional estável. Diante disso, pode-se afirmar que o acompanhamento dos pais nos estudos dos filhos é imprescindível, porque corrobora com a segurança do estudante, tornando-o mais confiante por contar com apoio. Assim como afeta na escola, essa desatenção pode colaborar com a gravidez na adolescência, devido à instabilidade psicológica e, entre as complicações que podem surgir para o jovem com um filho, está a inconclusão do ensino médio, ou por vezes, do fundamental.
Destarte, o Ministério da Educação deve promover projetos que incentivem os alunos, principalmente os de baixa renda, a concluírem os estudos, por intermédio da distribuição de materiais básicos para quem precisa, bem como da organização de rodas de conversa de professores com alunos, com o fito de aumentar a quantidade de estudantes como o ensino concluído. Ademais, as escolas devem incentivar os pais a acompanharem a rotina escolar dos filhos, através de reuniões entre os responsáveis pela escola e responsáveis pelos alunos, para que o rendimento e a participação escolar dos jovens aumentem. Assim, superar-se-á os motivos das críticas do movimento realista.