Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/07/2019
O período colonial brasileiro, baseado na grande propriedade e na mão-de-obra escrava, contribuiu para o florescimento de uma sociedade patriarcal caracterizado pela autoridade sem limites dos donos de terras, sustentada por uma economia agrícola e rudimentar, que não necessitava de pessoas letradas, mas sim de uma massa iletrada e submissa, logo só mesmo a educação humanista voltada para o espiritual poderia ser inserida. Atualmente, entretanto, educação é direito de todos e dever do Estado e da família ser promovida e incentivada, porém isso não vem ocorrendo, pois os números de evasão cresce de modo vertiginoso no Brasil.
A priori, como pronunciou Isaac Newton, " Construímos muros demais e pontes de menos “, corrobora que vivemos em um sociedade com desigualdade social, em que os desprovidos são obrigados a deixar a escola para trabalhar, com o intuito de ajudar nas despesas de casa. Outrossim, não só a didática primordial e obsoleta adotadas pelas instituições de ensino diariamente, mas também a falta de escola em regiões periféricas, está desinteressando o jovem ir estudar.
Concomitantemente aumenta o número de analfabetismo justamente por não haver o incentivo ao estudo. Segundo o IBGE, no ano de 2016, o Brasil tem 11,3 milhões de analfabetos. Ademais, a falta da educação aumenta a violência. Segundo o professor Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas, a cada 1% a mais de jovens entre 15 e 17 anos fora da escola, a taxa de homicídio numa determinada localidade aumenta 2%.
Portanto, é notório que a falta de educação traz problema problemas para o indivíduo e suas relações em sociedade. Logo, as secretarias municipais e estaduais de educação devem investir em um novo sistema pedagógico, por meio de verbas governamentais, que vão instruir professores e coordenadores, a fim de interessar os alunos a ir para escola. Além disso, as secretarias de obras municipais devem construir mais escolas próximo de locais periféricos, com o auxílio do Estado, que vai levar educação mais acessível para os alunos, com isso tentar diminuir os níveis de violência nessa localidade. Por outro lado, a sociedade deve participar, cobrar e fiscalizar pois como disse o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” .