Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/07/2019

O artigo 53 do ECA prevê à criança e ao adolescente o direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento e o preparo de cidadãos. Contudo, nos dias hodiernos, a falta de políticas públicas comprometem a efetividade de tal direito. Assim, ocasionado elevados índices de evasão escolar, o que posteriormente implicará em consequências que afetarão o indivíduo e a sociedade.

Segundo o filósofo, Immanuel Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele.”. Sendo assim, é notório o papel fundamental que a educação desempenha na formação de um indivíduo. Necessidade de trabalhar para ajudar nas despesas domésticas, dificuldades no acesso ao transporte e a falta de interesse por parte do discente relacionado ao ensino monótono, esses são os principais fatores que impedem a permanência da criança e do adolescente no âmbito escolar, vivenciados, principalmente pelas classes mais baixas e que são alvos da inobservância governamental.

Em detrimento de tal problemática, surgem consequências que interferem na expansão das desigualdades entre a sociedade. Desde a terceira Revolução Industrial, iniciada na metade do século XX, a qualificação profissional passou a ser primordial para inserção do mercado de trabalho. Desse modo, infere-se que aqueles que abandonam a escola e não concluem o ensino médio, não terá oportunidades de emprego e, possivelmente optarão para criminalidade.

Portando, indubitavelmente, medidas são necessárias a fim de possibilitar a frequência de crianças e adolescentes nas escolas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por definir as diretrizes educacionais nacionais, em consonância com as prefeituras municipais realizar a reestruturação do plano educacional, inserindo disciplinas e conteúdos que façam parte do cotidiano, assim adequando o ensino à realidade dos alunos. Destarte, os alunos terão aptidão em frequentar a escola apesar das dificuldades extraescolares. Além disso, é de suma importância investimentos em períodos noturnos, possibilitando a flexibilização de horários. Somente assim, por meio da educação, será possível mudar a realidade das escolas brasileiras e formar cidadãos qualificados, críticos e conscientes.