Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/07/2019
Educação para estudar
O brasileiro não é educado para o estudo. Essa cultura não só agrava a evasão escolar como incentiva a perpetuação da realidade do pobre que ’nasce’ para o trabalho.
Torna-se comum ouvir de jovens frases como’ estudar cansa a cabeça’ ou ‘quero ter logo o meu dinheiro’. Desse modo, troca- se o estudo por um serviço precário. Flata de incentivos para manter-se com - os rostos nos livros- faz as reclamações serem grandes como a aula maçante, a falta de empenho dos professores, a qual, diga- se também devida a precarização salarial e desamparo para lidar com o dia- a dia difícil dos alunos.
Tal dura realidade dos estudantes e professores torna-se um ciclo vicioso:
a necessidade de ajudar na renda em casa, o imediatismo do jovem de querer ter recursos materiais e muitas vezes, o estudo ser um gasto a mais para a família , fazem com que o jovem busque alternativas em subempregos e até mesmo no mundo do crime. O professor, por sua vez, sofre abusos psicológicos e até danos físicos por acabar lidando com uma realidade violenta em sala de aula a medida que lidam com alunos desinteressados, já que o estudo é um investimento a longo prazo, o que não convence o jovem a querer ficar por não colher frutos rapidamente.
Seja o estudo um investimento não só pessoal, mas de interesse coletivo, cabe ao Estado incentivar a -profissão estudante- investindo em escolas regulares - não somente em ETEC’s- maior tempo de permanência com atividades que estimulem o jovem a desvendar talentos na artes, dança, astres marciais, bonificando professores cujas escolas tenham melhores desempenhos em exames estudantis anuais a serem criados. Cabe a iniciativa privada respeitar o código de leis de proteção ao jovem, não exigindo o abandono do estudo para empregar, mas sim incentivando a continuidade dos estudos aderindo e expandindo programas como jovem aprendiz.