Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/07/2019

A ativista paquistanesa Malala Yousafzai leu em seu discurso ao receber o prêmio Nobel da Paz que uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo. Entretanto, é importante salientar que na realidade brasileira faz-se necessário muito além para evitar altas taxas de evasão escolar que o sistema vem sofrendo. Sob essa ótica, a desistência de alunos de várias faxias etárias vai desde o desinteresse pessoal até fatores que obrigam a retirada do âmbito escolar.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função da estrutura, da falta de profissionais e do método de ensino, muitos estudantes se distanciam das atividades escolares ainda no ensino fundamental. De acordo com o Filósofo Immanuel Kant:“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, sendo de tal forma na situação do país 1 em cada 4 o individuo que escolhe revogar o aprendizado segundo a Organização Todos pela Educação. Assim, alunos que por opção escolhem não estudar, acabam não encontrando no sistema governamental um incentivo para o retorno.

Vale ressaltar, ainda, que segundo o Ministério da Educação, Alagoas é o estado com maior número de evasão ainda no ensino fundamental. Não em vão, estados que também detém altas taxas de violência e trabalho infantil, como Ceará e Manaus, dividem o topo da lista de índices de abandono, tendo em vista que devido aos riscos no tangente a segurança e trabalho como forma de sobrevivência diminuem a possibilidade de acesso à escola. Dentro desse contexto, o individuo abdica do direito incluso na lei de adquirir aprendizado visando manter-se em segurança e ajudar financeiramente a família.

Infere-se, portanto, que o contexto social possui íntima relação com aspectos de distanciamento educacional. Desse modo, é imperiosa uma ação do MEC, que deve por meio de diversificação da grade estudantil incentivar os alunos a se manterem na escola, integrando matérias culturais e esportivas atrativas a todos os alunos, visando mudanças na maneira de repassar conteúdos para melhor entendimento dos indivíduos. Cabe ainda ao Poder Executivo do Estado, prover melhor segurança e programas de incentivo, por meio de maior policiamento e bolsas estudantis referente a alunos de baixa renda. Assim, será possível que a educação seja vista de forma prioritária acarretando desenvolvimento pleno da sociedade.