Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 20/07/2019
A evasão escolar não pode ser vista, hodiernamente, como uma mera questão de baixa frequência nas unidades de ensino. Em tempo, a situação precisa ser avaliada como um grave problema que atrapalha a educação básica e a formação do cidadão que apresenta impedimentos para o pleno avanço da sociedade. Desse modo, é preciso avaliar a problemática no tocante a falta de estímulo pela família e a inexistência de auxílios educacionais.
É indubitável que a família é um elo mediador entre os jovens e a escola. Nesse sentido, o ambiente familiar o qual o aluno está inserido deveria incentivá-lo a perceber o quanto os estudos são fundamentais para sua formação. Paradoxalmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a evasão escolar aumentou em mais de 50%, esse número alarmante é impulsionado principalmente pela realidade dos jovens que estão trocando o lápis pela ferramenta de trabalho, pois a tarefa de sustento do lar é transferido para eles. Nessa perspectiva, o abandono precoce do indivíduo aos estudos interfere, posteriormente no seu desenvolvimento como cidadão.
Outrossim, a falta de auxílios que fomentam a continuidade dos estudos corrobora para o abandono escolar. Paralelo a isso, o sociólogo Émile Durkheim, elucidava que educação é um processo não limitado a determinada instituição social, mas sim, um processo amplo e complexo. De fato, tal conceito aponta o erro de muitas pessoas que consideram a escola como causa principal da evasão escolar, quando, não raro, o motivo é a falta de incentivo do próprio país. O problema é que a classe mais afetada são as baixas, pois muitas famílias não dispõe de condições favoráveis para estarem custeando a inda e vinda do adolescente á escola.
Em síntese, vicissitudes são necessárias com o fito de combater a evasão escolar. Logo, compete as escolas em consonância com assistentes sociais, o acompanhamento dos alunos, por meio de consultas periódicas, a fim de diminuir o abandono escolar e garantir o plena formação e desenvolvimento do indivíduo. Ademais, compete ao Ministério da Educação elaboração e criação de auxílios, que visem a assistência necessária ao aluno para que possa progredir em sua formação. Assim, por meio dessas medidas, será possível, então reduzir os efeitos do impasse em direção à coesão social.