Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 21/07/2019
No livro: “Humano, demasiado humano”, do autor Friedrich Nietzsche, ele diz que se alguém acha árduo demais uma vida com objetivo é porque ainda não aprendeu que não há mel mais doce do que o conhecimento. Fora da Literatura, o estudo continua sendo de suma importância para vida de qualquer cidadão. Todavia, tem enfrentado contratempos para se firmar na vida dos adolescentes, como mostra o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que aponta em 2004, 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 que saíram da Escola. Destarte, é imprescindível analisar como a família e a Secretaria de Educação influenciam na problemática em questão.
Primeiramente, a família, cuja uma das funções é supervisionar a vida escolar do aluno, ao negligenciar o seu papel tem a sua parcela de culpa nos casos de evasão escolar, pois descumpre a Lei 8069/90 do artigo 4 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que declara ser um encargo dos responsáveis, com absoluta prioridade, que a criança e o adolescente tenha acesso à educação. Todavia, quando essa Lei é infringida, diversos jovens abandonam o ambiente escolar por desinteresse, porque são obrigados a ajudar com as despesas da casa ou devido a uma gravidez indesejada durante a adolescência, algo que com a colaboração da família poderia ser um obstáculo superado.
Ademais, a Secretaria de Educação também é responsável pela saída dos estudantes no ambiente escolar. É em virtude da defasagem nos métodos de ensino e da ausência de um orientador educacional que muitos alunos não conseguem assimilar o conteúdo apresentado nas Escolas, logo, tão pouco compreenderão a importância do estudo para sua vida em sociedade. Desse modo, mesmo que o estudante volte para as Instituições de Ensino não conseguirá aprender ou encontrar motivos que possa tornar como meta o estudo para conseguir exercer a profissão almejada. Como consequência dessa negligência, sofrerão pelas recusas ao tentar entrar em um mercado de trabalho que se encontra gradualmente mais competitivo, buscando trabalhadores com os melhores currículos.
Torna-se imprescindível, portanto, que o impasse da evasão escolar precisa ser combatido. Dessarte, convém as famílias cumprir seu dever legal e adquirir postura mais severa a fim de assegurar ao estudante que esse frequente as aulas e oferecer suporte para ajudá-lo nos contratempos que houver. Outrossim, cabe à Secretaria de Educação, em parceria com o Poder Legislativo, tornar legalmente obrigatório a presença de um orientador educacional nas Escolas, no mais, deve juntamente aos professores, organizar feiras de profissões e buscar meios alternativos para dar aulas, como o uso das tecnologias ao seu favor para que o aluno se torne mais interessado. Logo, os responsáveis e a Secretaria de Educação irão contribuir para estudantes empenhados e futuramente profissionais aptos.