Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 21/07/2019

De acordo a constituição de 1988 a educação é direitos de todos e dever do estado. Entretanto, esse direito assegurado na constituição não garante a permanência e consequente formação educacional de parcela significativa da população. Tanto pela  proposta pedagógica, quanto pelos aspectos socioeconômicos dos alunos, as altas taxas de evasão permeiam as escolas brasileiras.

Mormente, a proposta pedagógica leva ao desinteresse dos alunos. Dados amostrais da FGV evidenciam que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos abandonam as escolas por não se interessarem no que é abordado. A falta de contextualização dos conteúdos não permite que os estudantes vejam aplicações práticas e criem perspectivas de continuidade dos estudos. Ademais, a baixa taxa de aproveitamento e altos níveis de de reprovação influenciam na evasão escolar e não conclusão dos estudos.

Além disso, a condição socioeconômica influência na permanência e progressão nos estudos. De acordo dados da Unicef 21%  dos estudantes de 15 a 17 anos estudam e trabalham. Primordialmente para participar dos rendimentos familiares e aumentar a renda, a necessidade de conciliar as atividades afeta o desenvolvimento do individuo na escola podendo resultar em desmotivação e abandono da mesma para dedicação exclusiva ao trabalho.

Logo, é notório a necessidade de adotar medidas que modifiquem esse cenário brasileiro. O Ministério da Educação em parceria com as Secretarias de Educação estaduais e municipais a revisão das propostas pedagógicas e adoção de novas tecnologias para melhoria do aprendizado e interesse dos educandos, além de parcerias com as demais esferas governamentais para desenvolvimento de uma rede sólida de apoio que inclua educação, saúde e a família para desenvolvimento e aprimoramento  de políticas públicas que melhorem as condições socioeconômicas e garantam a permanência escolar. Assim, será possível a diminuição da evasão escolar e melhoria da educação do país.